terça-feira, 8 de setembro de 2009

Experiente atacante é o mais novo reforço do Flu



Dilvugação
O atacante Serginho, passou quase 10 anos fora do Brasil, chega com ao tricolor feirense com comprovada fama de artilheiro



O atacante Serginho, 31 anos, é o mais novo reforço do Fluminense para a sequência da temporada 2009. Experiente, o atleta esteve atuando nos últimos anos no futebol português, além do japonês e ultimamente esteve disputando o certame paulista. Ele chegou ontem à cidade, por indicação do treinador Laelson Lopes, fez exames médicos e físicos e assinou contrato com o tricolor feirense até o final do ano, quando termina a Taça Governador Jaques Wagner, com possibilidade de renovar o seu vínculo até o final do Campeonato Baiano de 2010.
Eli Sérgio da Silva, o Serginho, é baiano da cidade de Rio Real iniciou a carreira nas categorias de base do Bahia em 1999 com o treinador Laelson Lopes. Depois passou pelo ASA/AL, em 2000, quando ajudou a equipe a levantar o título estadual, sendo inclusive artilheiro do certame alagoano. Depois foi para o Corinthians/AL, de onde foi negociado para o futebol português, onde jogou por sete anos. Em Portugal jogou no Boavvista, onde marcou 11 gols na primeira temporada e sete na segunda. Se transferiu para o Paços Ferreira e mais uma vez foi artilheiro com oito gols e foi logo em seguida para o Porto, onde não teve uma grande passagem marcando apenas quatro gols e ainda jogou pelo Nacional.
Em 2007 foi para o Oita Trinita, do Japão, onde marcou seis gols em oito partidas que disputou pela equipe. Voltou ao Brasil em 2008, onde jogou pelo Náutico, numa curta passagem e voltou ao futebol alagoano, onde atuou pelo CSA sendo o principal artilheiro do certame alagoano com 13 gols. Este ano jogou o Campeonato Paulista pelo Ferroviário e novamente voltou a Alagoas onde disputou a Série D pelo CSA.
Com 1,78cm e 70kg, Serginho tem como característica principal jogar enfiado entre os zagueiros, justamente o tipo de perfil desejado pelo treinador Laelson Lopes. “É um jogador que já tive oportunidade de comandar, sei o seu potencial e tenho certeza que este atleta vai somar e muito nesta equipe que estamos montando”, disse o treinador.
O jogador chegou ontem e já participou das atividades em dois períodos demonstrando muita motivação para disputar a Taça Governador Jaques Wagner. “É um clube de muita tradição não só na Bahia, mas no Nordeste e isso já é uma motivação. Outra situação é a possibilidade de jogar o estadual do ano que vem que é uma vitrine maravilhosa e tudo isso junto acaba sendo realmente a grande motivação para o jogador chegar e dar o melhor de si”, comenta.



Para Laelson, Flu sai na frente na luta por título da Taça Governador

Foto – Jucilene Martins
Laelson Lopes: “se o título vier agora, vamos lutar por outros objetivos no Baiano de 2010”


Com uma semana de trabalho, após a participação no Campeonato Brasileiro da Série D, o Fluminense dá seguimento a temporada se preparando para a Taça Governador Jaques Wagner. Sob a batuta do treinador Laelson Lopes, o tricolor vai se arrumando com tranquilidade para tentar conquistar a competição e garantir a participação na Série D do ano que vem. Para o comandante, o tricolor feirense sai na frente na corrida e com todas as condições de conquistar o título deste certame.
Depois de encerrar a participação no Campeonato Brasileiro da Série D, de forma digna, o Fluminense só deu uma folga de uma semana aos seus jogadores e logo retomou as atividades porque independente de competições, o objetivo dos dirigentes é preparar um time para a próxima temporada. Esta idéia agradou em cheio ao treinador Laelson Lopes, que terá todo o tempo para trabalhar esta base. “É um tipo de trabalho bom de se fazer até porque já temos um ‘esqueleto’, ou seja, não vamos ter que montar um novo time e sim ver as carências e buscar solucioná-las de uma forma criteriosa, sem maiores precipitações. Não estamos contratando por contratar: tudo obedece uma sequência lógica e quando isso acontece, a tendência se fazer um bom campeonato”, comenta o treinador.
Lopes chegou no decorrer do Campeonato Brasileiro da Série D, em substituição a Zanata, que foi para o Macapá/AP e deu sequência ao trabalho, mas o tricolor acabou sendo eliminado pelo Tupi/MG, na segunda fase da competição. “Acho que a nossa campanha poderia ter sido melhor. Perdemos para nós mesmos, pela falta de experiências de alguns atletas, mas o que realmente ficou de positivo nisso tudo é que o grupo tem um grande potencial e pode dar muito mais nas próximas competições”, avalia o treinador.
Sete atletas já renovaram seus contratos com o Fluminense visando a Taça Governador Jaques Vagner e o Campeonato Baiano de 2010. Já estão garantidos o goleiro Gil, os zagueiros Rodrigo, Lima e Renato Melo, o lateral-esquerdo Álvaro, os meias Nildo, Everlan e Josa. Por enquanto foram contratados o goleiro Hudson e o lateral-direito Ademir.

PRORGRAMAÇÃO
As perspectivas em termos da participação na Taça Governador, são as melhores possíveis. “Temos uma vantagem em relação aos concorrentes: a de estarmos jogados, ou seja, não temos muito tempo que disputamos um jogo. Temos ritmo e se a competição, por exemplo, começasse hoje, não sentiríamos tanto a questão de ritmo e de entrosamento. Poderemos vencer os adversários por este aspecto e por isso, mais por outros fatores, é que estamos otimistas em conquistar esta competição”, observa Laelson Lopes.
O ritmo das atividades é intenso: os atletas se reapresentaram na manhã da última segunda-feira e realizaram treinamentos em dois turnos no CT do bairro Novo Horizonte; ontem treinaram novamente durante todo o dia, sendo na academia pela manhã e à tarde no CT; hoje, as atividades só acontecem a tarde; quinta-feira os treinos acontecem em dois turnos; sexta, somente à tarde; ontem pela manhã e hoje o elenco foi liberado retornando na segunda-feira pela manhã. Em relação a amistosos, a comissão técnica preferiu na marcar nenhum, por enquanto já que aguarda a confirmação da data de início da Taça Governador. “Os amistosos vão depender da data porque aí vamos analisar se realmente poderemos fazer um ou mais. Por enquanto, vamos seguir treinando dando sequência ao nosso trabalho”, avisa o treinador Laelson Lopes.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ex-atleta do Flu trabalha para revelar novos talentos para o esporte


Ex-atleta do Flu trabalha para revelar novos talentos para o esporte

Jucilene Martins
O projeto, que funciona há quase dois meses no Feira VI, já conta com 80 garotos com idades entre 8 e 17 anos


Depois de passar quase três anos sumido, o treinador e ex-jogador Itamar Magalhães, está de volta ao futebol. Desta vez, ao lado dos ex-jogadores Dito Silva e Jarbas Menezes, comandar um projeto no Conjunto Feira VI, cujo principal objetivo é revelar novos talentos para o esporte, com prioridade para os clubes feirenses.
A nova escolinha de futebol denominada Centro Educacional de Futebol Chamas da Unção funciona no campo recém reformado pela prefeitura no Conjunto Feira VI e no momento trabalha com 80 garotos com idades entre 8 e 17 anos, duas vezes por semana de 8 às 12 horas e de 14 às 17 horas. “A idéia surgiu justamente pelo fato de observar muitos garotos que ficam por aí, sem oportunidades de pelo menos praticar um esporte. Como moro próximo daqui e sentindo a falta de um projeto como este, resolvi chamar Dito e Jarbas, que já trabalharam com a base no Astro, para formarmos uma equipe com a finalidade de atuar nesse ramo”, explica Itamar.
Com aproximadamente dois meses de funcionamento, o projeto já conta com a participação de garotos não só do Feira VI, mas de bairros como Papagaio, Campo Limpo e Novo Horizonte. “O número é bom para um projeto que vem tendo apenas a iniciativa da equipe. Ainda estamos nos organizando no sentido de oferecer uma estrutura melhor, não só material, mas de assistência física pedagógica e psicológica. Ainda não cobramos mensalidades, mas tudo isso está sendo organizado aos poucos, na medida em que formos conseguindo os apoios necessários por parte dos clubes e da classe empresarial”, afirma.
Por enquanto, os alunos contam apenas com a parte técnica, onde aprendem principalmente os fundamentos do futebol. “Não temos ainda especialização em Educação Física e por conta disso não trabalhamos com a fisiologia do atleta. Nós buscamos, dentro da parte técnica, corrigir defeitos, aprimorar qualidades aproveitando assim a noção que muitos já tem, mas nem sabem disso. Lógico que com o tempo, a nossa idéia é de organizar tudo e contarmos com profissionais para que os atletas saiam daqui preparados em todos os sentidos”, ressalta Itamar Magalhães.
Em pouco tempo de trabalho, o treinador consegue vislumbrar atletas com grande potencial. “Nós ainda não estamos participando de competições e as nossas atividades se resumem a treinos técnicos. Mas pelo que observamos tem garotos de boa qualidade, o que realmente comprova aquilo que já sabemos: Feira tem um grande potencial esportivo”, comenta.
Para o pai que queira inscrever o filho no projeto é só comparecer com o garoto no novo campo do Conjunto Feira VI, nos dias de treinamentos, munido de documentos. “Nós estamos apostando que este projeto vai dar certo e estamos abertos para trabalhar com qualquer clube da cidade porque queremos contribuir com o esporte local revelando novos talentos, tirando meninos das ruas e fazendo um trabalho social”, declara Itamar Magalhães.
Matéria extraída do Jornal Folha do Estado edição de 29/08/2009

Treinador garante trabalho aberto para todos os clubes

Foto - Jucilene Martins
Itamar Magalhães: “experiência só comprova trabalho com credibilidade”


Independente do projeto, Itamar Magalhães, que tem mais de 10 anos de experiência como treinador, garante estar aberto ao mercado da bola. “Fiquei afastado do futebol por quase três anos fazer algumas análises sobre a forma que se trabalha dentro e fora das quatro linhas. Vejo que os profissionais, principalmente os ex-jogadores, podem ter o seu espaço. Lógico que se faz necessária a qualificação, mas a experiência é importante. Nesse aspecto, vamos passar toda a nossa experiência para esses meninos para que possam ser jogadores bem sucedidos”, observa.
Como jogador, Itamar foi revelado no Fluminense na década de 80, onde conquistou o vice-campeonato baiano de 1990 e o brasileiro de 1992. Teve passagens também por outros clubes como o Vitória e Ceará. Já na função de treinador, foi auxiliar do técnico Gilson Porto, no Barreiras e trabalhou nas categorias de base do Fluminense e do Astro.
Seu melhor momento foi em 2004, quando comandou a seleção de Feira de Santana na conquista do Campeonato Intermunicipal, da categoria Sub-17. “Tudo isso comprova a experiência, que não vamos fazer um trabalho qualquer e sim um trabalho pautado principalmente na responsabilidade e na credibilidade que conquistamos ao longo tempo. Só queremos realmente ter a oportunidade de mostrar o nosso valor”, afirma o treinador.
Itamar espera que o projeto seja bem aceito pela comunidade e garante que não beneficiará a ninguém especificamente. “Estamos abertos para conversar com qualquer clube, que realmente nos apresente uma proposta concreta, que tenha realmente um propósito. Qualquer um que se interessar pode vir que estaremos sempre dispostos a conversar”, afirma.

Matéria extraída do Jornal Folha do Estado edição de 29/08/2009

Zé Chico deve concorrer a reeleição da presidência do Conselho do Flu

Foto – http://www.fludefeira.com.br/
Com o seu poder de articulação, Zé Chico, tem feito um importante trabalho no tricolor feirense


José Francisco Pinto, o Zé Chico, deve concorrer a reeleição para a presidência do Conselho Deliberativo do Fluminense. O cartola já começou as articulações e tem alguns projetos como a diminuição do quadro de conselheiros e uma reavaliação da atual taxa de R$ 8 paga como mensalidade. As eleições para o novo Conselho acontecem no mês de novembro e os novos membros têm como principal missão eleger a nova diretoria executiva do clube que substituirá a atual, comandada provisoriamente por Luís Paolilo.
De acordo com o estatuto do clube, o mandato do atual Conselho Deliberativo se encerra no próximo mês de novembro e o presidente Zé Chico, que poderia concorrer a presidência executiva do clube, por enquanto, descarta esta possibilidade e admite concorrer a reeleição no Conselho. “Coloco meu nome à disposição, já que temos feito um trabalho, que vai além da nossa função, ou seja, estamos lado a lado com a diretoria trabalhando, principalmente agora na formação deste time que participou da Série D e fez uma campanha digna honrando as tradições da cidade. Lógico que vou buscar apoios para continuar este trabalho, caso seja eleito”, declara.
O dirigente disse que ainda existem questões polêmicas a serem resolvidas: a mensalidade de R$ 8 paga pelos conselheiros e a redução do quadro atual de membros.
O pequeno valor de R$ 8 pagos mensalmente pelos membros do Conselho Deliberativo do Fluminense foi um dos pontos da reforma estatutária do clube que vem causando polêmica desde quando entrou em vigor no ano passado. Por conta deste e de outros pontos, aconteceram desavenças entre conselheiros, diretores e a EJE, que deixou o clube em maio deste ano.
Este valor ficou definido numa polêmica reunião realizada no ano passado, em caráter de emergência para se fazer uma reforma no estatuto com a finalidade de adequá-lo ao novo Código Civil. Desde então foi aberta uma discussão, sem precedentes, sobre o tema: uns acham uma quantia razoável, que permite qualquer pessoa ser conselheira do clube e entendem que se for cobrado um valor maior seria uma forma de exclusão. Há quem defenda um valor maior por conta da dificuldade financeira que o clube passa. O próprio presidente do Conselho considera a quantia irrisória “Não existe porque se contabilizarmos que existem 300 conselheiros e cada paga isso teremos uma receita de R$ 2,4 mil, o que sinceramente não dá para fazer muita coisa na atual conjuntura e desta forma o clube nunca vai evoluir e sempre terá problemas financeiros”, afirma.
Com a aproximação da eleição do novo Conselho Deliberativo, Zé Chico pretende colocar em pauta novamente esta discussão. “O que nós queremos não que os conselheiros banquem o clube, mas que pelo menos possa contribuir, por exemplo, pagando o salário dos funcionários, ou as contas de água, luz, telefone. O mais engraçado é que o valor é pequeno, mas existe inadimplência. Como fazer futebol assim? Ou se muda isso, ou do contrário fica difícil administrar o clube assim”, desabafa acrescentando. “o pior de tudo isso é que o valor é pequeno e tem conselheiros que ainda ficam inadimplentes. Como projetar um clube de futebol numa situação destas? É complicado e por isso temos que mudar isso, ou do contrário, o Fluminense vai continuar da forma que aí está”.

Presidente defende redução do quadro de conselheiros

Outro ponto polêmico defendido por José Francisco Pinto e que deve novamente ser colocado em discussão é a redução do atual quadro de 300 conselheiros para uma quantidade de pessoas que realmente possam contribuir com o tricolor feirense. “Não é com dinheiro e sim com idéias, ou seja, queremos um maior compromisso dos conselheiros com o Fluminense. Infelizmente, na atual conjuntura, temos conselheiros que só aparecem no clube de dois em dois anos para votar. Sei que existem conselheiros que ajudam, que acompanham o time nos jogos, comparecem aos treinamentos, mas em compensação tem outros que simplesmente nada fazem e sequer tem a dignidade de procurar o presidente para discutir a situação do time, dar idéias, ou apontar soluções “, argumenta.
O dirigente exemplifica este quadro com a recente dificuldade para se montar o time visando a disputa da Série D. “Foi tão complicado que vimos a hora do Fluminense não disputar o certame. Nesse contexto, os conselheiros poderiam encostar e dar sugestões, dar idéias, mas muitos preferem apenas criticar. Não tenho nada contra ninguém, mas sim a forma como as coisas acontecem, ou seja: o conselheiro está inadimplente, nunca vai ao clube é omisso e quando chega no dia da eleição paga os atrasados e vota. É melhor ter menos conselheiros, mas que sejam comprometidos com o clube”, comenta.
Zé Chico relembra que o Fluminense é um clube aberto para idéias e sugestões. “Muitos se escondem atrás da afirmativa ‘ah, eu não ajudo porque ninguém me procura’. Quando realmente temos a intenção de fazer alguma coisa, temos chegar e fazer e não ficar se escondendo atrás de críticas, que não ajudam em nada o Fluminense”, critica.

Matéria extraída do Jornal Folha do Estado edição de 04/05/2009